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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

CONTOS TECNOLÓGICOS DE QUALIDADE - 11 - Conto-Jogo "Encontro Marcado com um Projeto"


Caro Leitor,


hoje teremos um conto-jogo, baseado nos livros-jogos RPG onde você participa de uma aventura. Aqui a aventura é corporativa no mundo da Qualidade... Vamos a aventura.

Vamos jogar o conto-jogo da Qualidade? Você é o heroi.



TÍTULO DO CONTO-JOGO: ENCONTRO MARCADO COM UM PROJETO

Regras:
========

Aqui o conto é um jogo do qual você participa. Você é o herói, ou vítima. Vamos

as regras basicas:

1-Jogue 2 dados e some seus pontos. Some 6 ao Total. Ao final você terá um
total que serão seus Pontos de Sobrevivência num Projeto (PSP).

obs:
a) quem não tiver 2 dados pode usar o link a seguir para gerar 2 números aleatórios conforme dados. Cada vez que clicar no link 2 novos números são lançados. Clique Aqui.
b) quem precisar 1 dado apenas pode usar o link a seguir para gerar 1 número conforme um dado. Cada vez que clicar no link 1 novo número será lançado. Clique Aqui.

2-Se seus PSP chegarem a zero ou a menos que zero você estará eliminado do
projeto.

3-Para cada Capitulo você viverá a emoção de participar de um projeto e
executar uma missão. Conforme as opções que você escolher e as regras de cada
capitulo você saltará para um capitulo qualquer conforme a orientação dada.

4-Você poderá ganhar (ou perder) ao longo do conto-jogo pontos PSP, do qual
você é o heroi. Faz parte de sua aventura...

5-Uma vez pulado para o capítulo desejado, conforme opções e ações, você não
pode retornar propositalmente, exceto se alguma opção lhe for dada pela lógica
do jogo. Deve seguir em frente, seguindo as orientações.

6-Se ao longo do jogo você coletar algum objeto, que lhe seja concedido,
anote-o e faça uso quando lhe for pedido (caso você o tenha). Ex: se lhe foi
dado uma garrafa com agua, guarde-a e a use depois.

7-Qualquer duvida, contacte o autor do Conto-Jogo.


Jogo:
=====


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Capitulo 1:


Você é um estagiário. Seu nome ninguém quer saber. Você não tem identidade na
empresa. É apenas o "Novo Estagiário". Seu gerente se reune com você logo no
primeiro dia e lhe coloca num Projeto que está pegando fogo. Você será testador
(sem nunca ter dito experiência) de algumas telas e se sair bem ganhará outras
atividades.

Os testes que você vai executar sao manuais. Como você é estagiário pode ser
requisitado para outras tarefas.
Mas você tem uma missão e tem de cumpri-la, por menor que sejam os testes.
Se você desejar ir banheiro antes de iniciar suas tarefas vá para o capítulo 3.
Se você desejar ir ao RH se apresentar para realizar seu exame médico, vá para
o capitulo 4.


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Capítulo 2:


Se você não passou por aqui leia o texto abaixo, senão vá para o capítulo 6.
Voce senta pra trabalhar mas descobre que não tem cadeira. Descobre também que
precisa falar com a analista-chefe para que sejam passados testes em detalhes.
Se desejar arrumar uma cadeira primeiro, vá para o capítulo 5.
Se desejar falar com o analista primeiro, vá para o capítulo 6.


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Capitulo 3:


Você entra no banheiro e não vê que o chão do banheiro está molhado. Você
escorrega. Cai no chão e se machuca.
Perca 3 pontos de seus PSP, pois estagiário machucado não ajuda ao projeto.
Se você ainda tem PSP maior que zero. Vá para o capítulo 7.
Se seus PSP forem menor ou igual a zero vá para o capítulo 13.



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Capítulo 4:

Você chega no RH e depois de esperar mais 1 hora, você descobre que o exame é
no dia seguinte.
Perca 2 pontos PSP porque estava desatento.
Se você ainda tem PSP maior que zero. Vá para o capítulo 2.
Se seus PSP forem menor ou igual a zero vá para o capítulo 13.



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Capítulo 5:

Você deu sorte, consegue arrumar uma cadeira boa e confortável. Guarde-a e a
use no momento certo.
Ganhe 1 ponto no seu PSP.
Volte para o capítulo 2.



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Capítulo 6:

Você consegue conversar com o analista que lhe passa os Testes para serem
executados.
Muito boa tarefa ganhe 1 ponto PSP.
Vá para o Capítulo 8 e começe a trabalhar.



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Capítulo 7:

Na saida do banheiro você está perdido, você resolve ir a enfermaria. Lá dão
uma garrafa de agua e um biscoito Maria de brinde. Guarde-os.
Lhe orientam para ir ao RH.
Vá para o Capítulo 4



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Capítulo 8:

Você começa a trabalhar.
Se você tiver a cadeira então Vá para o Capítulo 10.
Se você não tiver uma cadeira vá para o Capítulo 9.



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Capitulo 9:

Você está trabalhando e depois de horas descobre que está sem condições
fisicas. É obrigado a ir pra casa mais cedo.
Perde todos os pontos de PSP por não ter cumprido sua tarefa, tudo por não ter
uma cadeira, ou por não ter almoçado.
Lição aprendida: é necessário ter todas as pré-condições minimas para se
realizar uma tarefa. Isto vale para tudo.
Amanhã é outro dia, pensa você.

Fim de jogo.



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Capítulo 10:

Você começa atrabalhar e quando se vê está a 2 a 3 horas trabalhando e o
horário do almoço passou. Esse tempo todo você estava lendo e entendo os
testes. Você sabia o quanto era importante ler tudo antes de iniciar os testes.
Se você você tem o biscoito e a agua guardados, perca metade de seus pontos
arredondados para cima (ex: se antes tinha 7, terám agora 3,5 que será
arredondado para 4) e vá para o capítulo 12 (Você ainda tem muito serviço). Amanhã você passará a almoçar na
hora certa.
Se não tiver o biscoito e a agua guardados vá para o capítulo 9.



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Capítulo 11:

Você consegue achar o usuário, mas ele está numa reunião. Você vai embora sem
paciência de esperar. Perca 7 pontos de PSP pela perda de tempo e por
importunar o usuário.

Se você ainda tem PSP maior que zero. Vá para o capítulo 14. Você percebe que
que era melhor ter falado com o estagiário amigo antes...
Se seus PSP forem menor ou igual a zero vá para o capítulo 13.



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Capítulo 12:

Você está cheio de dúvidas. É importante tirá-las.
Você tenta tiras as dúvidas com o analista mas ele não está. O que fazer?
Tentar falar com direto com usuário para tirar as dúvidas? Se optar por fazê-lo
vá para para o Capítulo 11.
Tentar falar com o outro estagiário "mais experiente" para lhe tirar algumas
dúvidas? Se optar por fazê-lo vá para 14.



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Capítulo 13:

Você percebe que tudo tem dado errado e resolve desistir do estágio.
Amanhã é outro dia, pensa você.
Fim de jogo.



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Capítulo 14:
Você dá sorte pois falou com um estagiário mais experiente.
Ganha 2 pontos PSP.
Agora você sabe o que fazer.
Vá para o capítulo 17.



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Capítulo 15:

Você entra com cuidado no banheiro. Durante a sua rápida estadia lá você escuta
que o analista está tomando café na sala 2051.
Você se lembra que as necessidades corpóreas não podem ser ignoradas, se você
forçar pode ter problemas. Ter saúde é importante.
Ganhe 2 ponto PSP pela sorte que você deu.
Vá para o capítulo 18.



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Capítulo 16:

Você não deu sorte e não conseguiu achar o analista depois de muito procurar.
Perca 5 pontos de PSP.
Se você ainda tem PSP maior que zero. Vá para o capítulo 15.
Se seus PSP forem menor ou igual a zero vá para o capítulo 13.



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Capítulo 17:

Você precisa fazer um Plano de Teste para 5 casos de testes. Você nunca fez um
plano de testes.
Mas você tem um dilema. Você precisa ir ao banheiro. O que fazer? pois todo
tempo disponível é como ouro quando você está no desespero...
Se optar por ir ao banheiro antes vá para o capítulo 15.
Se optar por procurar o analista antes para lhe ajudar nos planos vá para 16.



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capítulo 18:

Você explica suas necessidades aos analista, que lhe indica e lhe orienta tudo
o que você precisa: templates, documentos, etc.
Você tem muita sorte, e recomeça os testes.
Você consegue elaborar o seu plano de testes. Agora você precisa testar.
Vá para o capítulo 22.



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Capítulo 19:

Você inicia os testes.
Depois de uma hora você percebe tem algumas dúvidas de ambiente, que precisam
ser tiradas com o analista.
Você resolve procurar o analista mas ele está ocupado e pois está resolvendo um
problema e "daqui a pouco fala com você". Mas este "daqui pouco já dura meia
hora". O que fazer?
Se optar por esperar um pouco pelo analista vá para o capitulo 25.
Se optar por continuar os testes sozinhos vá para o capitulo 21.



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Capítulo 20:

Você enche sua garrafa de agua até a boca, mas bebe apenas um copo para poupar
a agua. Para lhe ajudar, resolver apanhar uns 2 copos de plasticos. Guarde os
dois copos.
Você lembra que beber agua é fundamental para a saúde. Não se esqueçer da sua
propria saúde é amor próprio.
Vá agora para o capítulo 19.



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Capítulo 21:

Você tentar arriscar e dá errado. Você não conheçe o ambiente direito.
Perca 5 pontos de PSP.
Se você ainda tem PSP maior que zero. Vá para o capítulo 25.
Se seus PSP forem menor ou igual a zero vá para o capítulo 13.



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Capítulo 22:

Antes de continuar o serviço você percebe que sua garrafa de agua está vazia.
Se resolver antes ir encher sua garrafa de agua (caso você tenha uma) no
refeitório vá para o capítulo 20.
Se resolver executar os testes, vá para o capítulo 19.


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Capítulo 23:

Você é maluco o suficiente e se ajoelha pede perdão ao seu chefe por ter lhe incomodado, mas que não tinha mais ninguém a quem recorrer. Se estiver com muita sorte mesmo esta é sua ultima chance.

Perca 1 ponto PSP por ter se humilhado.

Se você ainda tem PSP maior que zero jogue um dado apenas somente uma única vez, e se você tirar 6 então você conseguiu as informações que precisava e vá para para cap. 26. Senão (ou com PSP igual ou menor a zero, ou se não saiu 6 ao jogar o dado) vá para cap. 13.


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Capítulo 24:

Ao tentar falar com o seu gerente você não o pega num bom dia.
Perca 3 pontos PSP.
Se seus PSP forem menor ou igual a zero vá para o capítulo 13.
Se você ainda tem PSP maior que zero. Você precisa arriscar a sorte com seu
gerente tentando lhe falar mais uma vez.
Jogue um dado apenas, e se você tirar 6 então você conseguiu as informações que
precisava e vá para para cap. 26. Senão vá para cap. 23.



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Capítulo 25:

Agora precisa tentar falar com o analista de qualquer jeito. O que fazer?
Se optar por perguntar ao analista como ajudá-lo para que ele tenha tempo de
lhe ajudar vá para 27.
Se resolver optar por falar com o gerente, como último recurso,
vá para o cap. 24.



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Capítulo 26:

Depois de conseguir as informações você consegue mesmo atrasado realizar os
testes entregar o relatório de testes (sempre falta algo) para o Analista...
A empresa usa o formato de relatórios do padrão IEEE 829 e você não sabia.
Perca 1 ponto de PSP.
Se você ainda tem PSP maior que zero. Vá para o capítulo 28.
Se seus PSP forem menor ou igual a zero vá para o capítulo 13.



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Capítulo 27:


O Analista está tentando tomar um remédio e agua acabou.
Se você tiver agua na garrafa e 2 copos de plasticos, ofereça ao analista.
Ganhe 2 pontos PSP. Educação e solidariedade ajudam no trabalho. Após isto vá
para o cap. 26.
Se você não tiver a agua e os dois copos, espere mais meia hora até o analista
lhe responder as suas dúvidas. Perca 2 pontos PSP por isso.
Se seus PSP forem menor ou igual que zero vá para o capítulo 13.
Se você ainda tem PSP maior que zero, vá para o cap. 26.



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Capítulo 28:

O seu chefe e o analista lhe dão parabens por ter conseguido realizar os testes
e entregar o relatório. Você foi um herói!!!
Parabens!

A vitória é sua!!

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Abraços a todos,


Leonardo Molinari
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http://diariodaqualidade.blogspot.com/
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Contos Tecnológicos de Qualidade 10 - "Tropa de Testadores de Elite 2 - a continuação - Testador Guimarães versus Quality Joker - Parte 2"


Contos Tecnológicos de Qualidade 10 - "Tropa de Testadores de Elite 2 - a continuação - Testador Guimarães versus Quality Joker - Parte 2".


Texto:



(ps: quem não leu a parte 1 clique Aqui e leia)



Não havia jeito.


As vezes a melhor maneira de ser mais forte é se fazer de fraco. Testador Guimarães lutava contra um inimigo invisível que era preciso ser parado.
Ele tinha de armar uma armadilha. Nada melhor que expalhar um boato da compra de um firewall que era difícil de ser penetrado, e que a maquina de Testes do Firewall ficava na nova máquina do próprio Testador Guimarães.

Os dados estavam lançados.

Depois de quase 10 dias sem novidades e novo falso software sendo falsamente testado, ele detectou uma tentativa de invasão a sua nova máquina. Pronto, o idiota teve seu IP detectado.

Agora era o trabalho de detectar de onde vinha aquele IP. Ele tinha um amigo na Polícia Federal. Depois de 3 dias ele tinha o endereço de onde vinha o ataque. Foi atrás do palhaço. Conseguiu entrar no prédio e na marra arrombou a porta do apartamento.


Estava vazio e com um bilhete enorme com uma cara de palhaço colado na parede. O palhaço estava rindo. A armadilha foi pra ele.


Mas nem tudo estava perdido: alguma pista podia ser deixada de lado.


Ele sabia o que o Testador-Chefe ia fazer.

Ele precisava revistar o apartamento em busca de algo. Depois de mais de um hora e com a ajuda de seu amigo da Polícía.

Alguém de sua equipe de testes estava ajudando o palhaço era fato.

Um outro fato que descobriu era tinha num canto da sala restos de um salgadinho que ele não conhecia. Depois de algumas horas, com ajuda de um amigo que entendia de culinária ele descobriu a marca do salgadinho.

Ele passou a observar o que todos de sua equipe faziam: problemas novos detectados que precisavam ser resolvidos mais tarde.

Ele percebeu duas pessoas comiam o mesmo salgadinho: o novo estagiário e um outro que ficava na sala com ele.

Então tudo leva a indicar que poderia o estagiário novo... Mas durante vigia o novo estagiário nada fazia de suspeito. Ele tinha apenas de ir cerca de 4 a 5 vezes ao banheiro ao longo do dia. Demorava exatamente 6 minutos. Ele optou por colocar uma camera no banheiro e descobriu o estagiario colocava um objeto escondido atrás do vaso antes de ir embora e depois o retirava no dia segunite pela manhã. O que seria? Tinha de descobrir antes de revidar...

Numa das vezes ele foi ao banheiro e verificou o objeto. Era uma antena que seria de ponto na rede, de tal forma que o desgraçado podia penetrar na rede usando Hi-Fi. Traduzindo: com um laptop ele do lado de fora da empresa podia atacar dentro da empresa devido a antena que permitia que ele penetrasse na rede...


Havia uma falha no plano do Palhaço. Todo processo ou sistema tem um bug. Bastava que se conseguisse enxergar.

Era hora da palhaçada acabar! Pay-back time!

(continua no próximo e último capítulo - não percam a conclusão)


Leonardo Molinari
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domingo, 25 de novembro de 2007

Contos Tecnógicos de Qualidade 10 - "Tropa de Testadores de Elite 2, a continuação - Testador Guimarães versus Quality Joker - Parte 1"


Contos Tecnológicos: "Tropa de Testadores de Elite 2, a continuação - Testador Guimarães versus Quality Joker - Parte 1" .


Texto:




Sim...


O Testador Guimarães tinha se aposentado, mas ele não morreu. Testador Daniel que tinha ficado em seu lugar na empresa tinha sido demitido da empresa porque resolveu ser melhor que todos.

Não tinha jeito. Os diretores confiavam no Testador Guimarães. Ele era uma lenda. E lendas não morrem jamais. Ele estava de volta ao B.A.T.E (batalão de testadores especiais).

Eles estavam enfrentando uma série de bugs que tinham sido plantados por alguém de dentro da empresa e que estava chanteagendo os Donos da empresa por um melhor salario. Quem fazia era um louco. Era um palhaço que se autodenominava-se o Quality Joker, o Palhaço da Qualidade.

O Testador-Lider estava de volta.

-Fala desgraçado! Quem está colocando estes bugs nas aplicações? ... perguntava Guimarães segurando no ar o corpo do desenvolvedor Jucão.
-Não sei não Guimarães! Socorro! respondia Jucão.

Splatf! Splaft! Splaft! Splaft! (me perdoem pessoal mas a acustica do texto não está muito boa) Foram quatro bofetadas de doer a alma que Guimarães deu em Jucão.

-Por favor, não sei nada não... Jucão respondia no desespero.

Guimarães tinha de descobrir. E não era Jucão e ele também não sabia. Esse Joker é esperto. Bandido-Bug da boa... Mas vamos ver se ele não vai dançar aqui, pensava Guimarães.

Ele teve uma ideia brilhante: resolveu investigar o log de rastrebilidade de alterações no histórico das aplicações no repositório da ferramenta de Gerência de Configuração.

Depois de 3 dias nada!

Ao mesmo tempo resolveu observar o novo ambiente. Afinal ele ficou fora 6 meses da empresa. Em seis meses muita coisa muda.

O setor onde ficavam os desenvolvedores parecia um outro país... Era um ambiente desorganizado, com pessoas mal educadas e pior ainda: a ironia e a galhofa eram pratos do dia. Mas haviam dois profissionais que se destacam no meio da confusão onde o trabalho era a ultima coisa que pensavam. Um era se chama Redico Hood, nome meio estranho pensou o Testador-chefe, e o outro Alfredo Scolleto. Parecia nome de mafioso. O primeiro era fechado e sério mas era dado a dar estranhar gargalhadas e o outro era ironico até dizer chega...

Tudo levava a estes dois profissionais, porque eles estavam sempre envolvidos diretamente ou indiretamente no colocação dos builds em produção e sempre ficavam até tarde. A exceção era o um estagiario novo na empresa que circulava por várias sessões e iniciava seu serviço às 13hs e saia 20hs. Tinha cara de maluco mas tinha sempre um sorriso meio triste e meio ironico no rosto.


Quem poderia sem o Joker?...

Depois de um longo dia o Testador voltou para a sua máquina, que de repente estava com um problema aparente numa janela travada no Windows. Teve que "rebutar" a máquina. Logou-se novamente e... para sua supresa apareceu uma janela suspeita que mostrava uma frase "Bem vindo ao Circo encantado do Palhaço da Qualidade. Clique OK para entrar". Ele inocentemente clicou e... perdeu o sistema operacional inteiro. Tudo... trabalho de semanas foi embora em segundos...

O que era apenas raiva era agora fúria. Ele tinha de agir rápido!

(continua no proximo capítulo)


Leonardo Molinari
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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

CONTOS TECNOLÓGICOS DE QUALIDADE - 09 - Um pessoa normal, ou a História de um Gerente de Projetos com Deficiência Física


Contos Tecnológicos: Um pessoa normal, ou a História de um Gerente de Projetos com Deficiência Física


Texto:


"Bem... era uma vez...". (Podia começar assim como todo conto de fadas, ou alterar o inícío porque os fatos imaginários são fortes, e devemos ser fortes porque não somos perfeito) Eis um novo início:

Num escritório de uma empresa, num lugar não muito distante de nossa imaginação vemos um fato que poderia ter existido em qualquer lugar. Isto aconteceu a muito tempo atrás...

(será que acertei, mas isso não importa. o que importa agora são os personagens e decorrer dos acontecimentos)

A empresa era nova, cerca de uns 3 anos de vida, mas o seu principal gerente de projetos havia se demitido. Ficou de saco cheio de tanta pressão. Partir pra outra como dizem.

A equipe deste gerente que saiu, ficou sem pé e nem cabeça. O prazo para a entrega do sistema XPTO-versão-1.2.1 estava curto. O dono da empresa podia realocar um gerente de outro projeto mas ninguém queria pegar o "pepino". "Passa pra outro a bomba", era o que mais diziam.

Resolveram contratar um novo gerente. Fizeram uma seleção de 3 dias e no quarto o novo gerente estava contratado. O curriculum do novo contratado era bom. "Ele tem de dar conta", era o que o dono da empresa dizia. Mas o fato é que o que ele fez foi baixar o salário e contratar alguém rápido. Mesquinharia era caracteristica mais marcante em sua personalidade.
Quando o novo gerente foi apresentado, a equipe (eram três programadores, três analistas, 2 testadores, e um estagiário) ficou surpresa: o gerente, de braços fortes e voz grossa e firme, era paraplegico. As suas pernas eram não funcionavam devido ao um acidente de carro a vinte anos atrás. Seu olhar firma mostrava a determinação que ele queria passar para a equipe. "Os prazos estavam atrasados", era o que dono da empresa sempre dizia.

A cara de todos era de espanto. Foram contratar logo um paraplegico? O preconceito era claro, por parte de pelo menos metade da equipe. Logo o novo gerente percebeu fato quando iniciou as suas reuniões. Eram perguntas, indiretas, piadinhas. Todos se esqueciam do foco do projeto para questionar a sua liderança.

Depois de tanto estresse, ele resolver aloprar: chamou a equipe para uma reunião. E começou pegando pesado:

-Quero avisar que já percebi o proconceito, para comigo por ser paraplegico.
-Mas chefe...

-Por favor, João, deixe eu terminar. Ninguém é perfeito, mesmo o software que vamos entregar terá defeitos que não podem ser 100% resolvidos. Vamos eliminar o que estamos vendo. Eu cometido um erro no volante, e paguei caro por isso. Volante não era local pra brincadeira. Eu brinquei e quase dançei.

Aprendi uma coisa: o que não me matou, me tornou mais forte.

Mais forte por dentro.
Eu estava quebrado emocionalmente por dentro e foram anos de luta interna. Eu não desisti. Eu aprendi muita coisa gerenciando projetos, levantando requisitos, e lidando com pessoas. Nos vamos conseguir acertar o prazo. Em equipe se trabalharmos vamos conseguir. Mesmo com a pressão enorme, vamos conseguir. Porra, se eu consegui superar, vocês conseguem. Ninguém é perfeito. Algumas imperfeições estão do lado de fora, e outras do lado de dentro. Mas a pior falha, é a falha da equipe. É quando um grupo inteiro não encherga seus próprios erros. Eu estarei aqui nas próximas 40 horas. Vamos virar a noite, pedir pizza e vamos acertar tudo. Se conseguirmos vou pedir um bonus maneiro pro do "chefão". Porra!!

-Pô chefe, não precisava pegar tão pesado...

-Vamos a luta galera!

Vou resumir: o cara mexeu com os brios da equipe. O cara fez a equipe atingir seus objetivos. O "cara" transformou um bando numa equipe. O dono da empresa teve de reconheçer os méritos da equipe e deu o bonus. O cara era o "cara"...

No final do projeto, tinha um chato que ainda falava: sabia que o chefe é torcedor do América? Pô!.... ninguém é perfeito mesmo...

(podia dizer que o conto-de-quase-fadas acabava aqui, mas não. Como não teve comercial, digo patrocinador, vou terminar da maneira mais simples: plim-plim)
Escrito por: Leonardo Molinari

terça-feira, 16 de outubro de 2007

CONTOS TECNOLÓGICOS DE QUALIDADE - 08 - TROPA DE TESTADORES DE ELITE (veja texto completo)

Contos Tecnologicos: Tropa de Testadores de Elite

Texto (***já está 100% completo - veja TODO post***):

AGUARDEM: EM 17-10-2007 SERÁ PUBLICADO A TROPA DE TESTADORES DE ELITE. UM CONTO FUTURISTA DE SUSPENSE PARA QUEM TEME A MÁ QUALIDADE DE SOFTWARE...

Ah-Ah-Ah. Isto não é piada. Ah-Ah-Ah.

Autor: Leonardo Molinari

==========Veja agora o texto=========

Era uma vez... bem, este conto não dá pra ser assim: a tensão é do início ao fim. Não dá ficar explicando tudo tim-tim por tim-tim. Você, nobre e sobrevivente leitor, vai ter de "pegar bonde o andando". Depois não venha me dizer que não lhe avisei.

Aqui o meio da história já é o início:

-Seu incompetente! Burro! Estúpido!... Se você descobriu uma falha no programa de faturamento, mostra bug na cara dos caras. Quero ver desenvolvedor encarar mais essa!
-Mas chefe...
-"Chefe" é o cacilda... Eu sou o líder aqui p#%%@! Testador-Líder. Burro! Sou o Testador Guimarães.
-Sim Chefe, digo, Sim Senhor! Sim Testador Guimarães!
Ao falar o jovem testador Daniel levantou-se e fez um leve sinal de reverência.
O velho Testador Guimarães fez um sinal de aprovação.
-Testador "burro" Daniel está vendo o que está escrito na placa ali na porta?
-Sim Senhor! Sim Testador Guimarães!
-O que está escrito ali?
-BATE!

Neste momento Guimarães levantou-se e deu-lhe um tapa na cara. Puro choque. O jovem Daniel não sabia o que fazer. Ficou atônito. O detalhe singular é que eles estavam sozinhos na sala, e já era mais de 18:00...

-Burro! Se pronúncia assim: Batalhão de Testadores Especiais, o "Ba.t.e". Aprendeu idiota?
-Sim Senhor! Sim Testador Guimarães! (o medo da demissão era maior do que a revolta pelo tapa na cara, pois Daniel era novo e tinha casado a pouco mais de 15 dias).
-Me mostre o relatório de erro que você aprontou, disse Guimarães.
-Sim Senhor! Sim Testador Guimarães! Aqui está Senhor!
Guimarães analisou o relatório. Ele já sabia o que fazer: era o de sempre, mas quem fez este programa foi o "Jucão", aquele desenvolvedor novo na empresa.
-Me acompanhe até a sala de programação onde os desenvolvedor ficam, falou em voz o velho Testador Guimarães.
-Sim Senhor! Sim Testador Guimarães!

Em poucos minutos eles estavam face a face com o tal desenvolvedor Jucão.

-Jucão olhe pra mim, disse o Guimarães. Foi você que fez esta p#%%@? Falou apontando para o relatório onde estava o nome do programa com bug?
-Sim mané. Fui eu. Qualé, algum pepino cumpadi? Sai fora, se toca.

Neste momento o Testador Guimarães pegou o Jucão pelo colarinho, deu-lhe 3 tapas cara em seqüência de modo que ele ficasse imobilizado e chocado ao mesmo tempo. Ele tentou reagir mas Guimarães pegou ele pelo pulso de forma que nada pudesse fazer. Ele chegou a se contorcer de dor.

-Onde está o bug seu filho-da-p%#@ ? Fala desgraçado!

Guimarães era violência pura. Nada detia ele.

-Não sei, dizia ele...
-Você sabe canalha! Me diz ou você vai apanhar mais...

Em poucos segundos como num passe de mágica ele sabia onde estava o bug.

-Sei sim! Sei sim... me larga, mas não bate na cara. Na cara não! Por favor, na cara não...

Guimarães deu-lhe mais 4 tapas de forma mais violenta que da primeira vez.

-Isso é pra você aprender a fazer um programa decente. Desgraçado!... Você tem meia hora pra colocar o código novo consertado em produção.

Não se precisa dizer mais nada. No dia seguinte estava tudo 100%.

O fato é que o Testador estava treinando vários testador novos para atuarem no Ba.t.e.. Eles eram uma tropa de testadores de elite que merecia respeito. O quente não eram seus métodos de descobrir bugs. O quente eram seus métodos de resolução de bugs. Guimarães estava velho e ia se aposentar em 3 meses. Precisa achar alguém que ficasse em seu lugar. Ele viu em Daniel um forte candidato, pois se parecia com ele a alguns anos atrás.

O treinamento era exaustivo. Guimarães indicava o livro de testes ou qualidade que deveria ser lido de um dia para o outro, e cuja série de perguntas (ou problemas) iriam ser respondidas no dia seguinte. Era na realidade um teste por dia. Quem não lia não tinha chance alguma: ou era demitido sumariamente e se não passasse no teste era também demitido. Cerca de 50% da turma foi eliminada de cara. Eram livros em inglês, em espanhol e em português. Cada um com 300 paginas ou mais. Pauleira diária. Eles sempre gritavam todos juntos ao final de cada dia, tal como um hino:

-Bug bom é bug morto! Desenvolvedor bom é desenvolvedor sem bug!

Sempre uma vez por semana eles faziam testes reais e tinham de descobrir bugs. Eles foram devido a pressão se tornando opressores dos bugs. Uma fúria indomável surgia dentro de cada um quando descobriam um bug. Alguém tinha de pagar por aquilo.

O problema é Daniel se tornou uma cópia do Testador Guimarães. Daniel se tornou mais que o Guimarães era: era tão violento e medonho quanto Guimarães porém era mais sórdido. Começou a manipular os colegas e quem não era testador em sua visão era em pouco tempo demitido.

Daniel passou a querer mais e mais. "Guimarães tinha de ser eliminado" pensou ele.

Quinze dias da aposentadoria, Daniel mostrou um vídeo gravado por uma camera de bolso para o diretor da empresa, ao mesmo tempo que ele tinha descoberto vários podres do diretor. Não restava dúvida: Testador Guimarães foi demitido por justa causa. Daniel ficou em seu lugar.

Algum tempo depois quando um novo testador iniciou na empresa, Daniel se apresentou:

-Aqui meu filho é o Ba.t.e. - Batalhão de testadores especiais. Aqui nesta sala quem manda sou eu. Se você não entendeu é Burro. Aqui é uma cova de leões. Matamos um leão por dia aqui. Aqui não há testadores, o que existe são sobreviventes. Boa Sorte. Eu sou o Testador Daniel. Escutou?

Caro Leitor, vejamos a não-qualidade apresentada:
1-trate todos com respeito;
2-desenvolvedor não é criminoso. Aparecer um bug não é ato de delito;
3-não adianta empurar conhecimento goela abaixo. Ninguém é máquina. cada um tem um modo de assimilação;
4-melhorar a qualidade de um código é muito mais que testar;
5-sempre existirá pressão no trabalho, mas alguns profissionais exageram e passa a ser uma pressão psicológica terrível. Tudo é um equilíbrio.

Autor: Leonardo Molinari

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

CONTOS TECNOLÓGICOS DE QUALIDADE - 07


Contos Tecnologicos: A Fuga dos Testadores Galinhas

Texto:

Era uma vez um grupo de Testadores que viviam numa granja corporativa cercada de concreto por todos os lados. Os Testadores, pobres almas, tinha por sonho um dia fugir daquele galinheiro, ou melhor, escritório corporativo. Era de 2a a 6a feira botando ovos, ou melhor, criando testes.

Eventualmente o gerente passada em revista a tropa galinacea: galinha testadora que não botasse ovo-teste todos os dias. Seria decepada: virava frango assado (traduzindo para um português simples: "tá demitido").

Era uma tortura sem limites. "Socorro" gritavam eles...

Um dia caiu, ou melhor entrou, no prédio um galo-consultor de testes. Ele estava fugindo de outro departamento que se o visse já era.... acabou se escondendo no galinheiro dos testadores.
Ali pensatam que este novo "ser" poderia ajudá-los na solução liberdade do galinheiro...

Bem... como ele não entendia de testes deu enrrolada "básica". Porém, chegou um ponto que eles tinham de sair dali ou a saúde das pessoas ficaria comprometida.

Depois de tando tentar encontraram a solução: de que adianta se torturar pelo salário pago, se preço pago era alto demais. A solução foi encontrada numa livraria, pelo galo-consultor-que-nada-sabia. Ele levou para o galinheiro o vários exemplares do LIVRO. Após todos lerem cada um percebeu o seu próprio caminho... Uns sairam. Outros se transfomaram em novos profissionais. Outros apenas se reciclaram através de cursos... Cada um atingiu a sua própria liberdade....

Bem... o nome do livro é um SEGREDO. Nem mesmo eu sei... Mas uma coisa sei: ler, se atualizar e se aperfeiçoar de alguma forma é a solução. Reclarar e nada fazer não é e nunca será a melhor solução...

PS=> Este conto é uma homenagem ao maior segredo da Bienal do Livro que ocorreu de 13 a 23 de setembro no Rio Centro no Rio de Janeiro: a leitura abre mentes.

Autor: Leonardo Molinari

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

CONTOS TECNOLÓGICOS DE QUALIDADE - 06


Contos Tecnologicos: Fofoca Corporativa


Texto:

João e Maria eram dois desenvolvedores quase irmãos. Eram dois jovens que viviam rindo, contando piadas, fazendo fofocas, mas trabalhando mais alegres do que nunca, independente do volume de trabalho passado.

Mas nem sempre tudo é festa... E nas organizações o que mais acontece são mudanças gerenciais. Entre um executivo, sai outro. Pelo menos a cada 2 anos em estatísticas é assim. Lá na empresa de João e Maria não se fugia desta regra.

O nova gerente, a Sra. DuCCa, era uma senhora antiga da "casa" que gostava de ser o centro das atençõs. A piada do dia tinha de ser sempre a dela. Quem ria por última tinha de ser sempre ela. A melhor equipe e a mais produtiva tinha de ser a dela, senão fosse assim ela "arrumava" um jeito de eliminar a concorrência. A sua sala sempre esta a decorada com coisas velhas, antigas, e ela estava qusse sempre de preto ou cinza escuro. Só faltava o chapéu e a vassoura, diziam as más linguas...

Trabalho vinha e trabalho vai, ela começou a se incomodar com João e Maria. Na equipe dela, em sua mente vil, o sorriso era propriedade dela. João e Maria passaram a trabalhar distantes e separados. João ficou isolado e sobrecarregado. Maria ficou com poucas coisas e passava sempre boa parte do tempo fofocando com a Sra. DuCCA. Mas era impossível fechar a amizade entre os dois e sempre que se encontravam eles riam e torciam um pelo outro de forma honesta.

Só havia um jeito de parar com isso: usando veneno da fofoca. Eis que a bruxa, digo gerente, em seu caldeirão, digo computador, enviou uns e-mails pedindo a solução de uma dll desaparecida e que se não fosse solucionado o caso, alguém teria de ser demitido. Era a X744.dll, objeto que nunca existiu... Quem passou a investigar o caso foi a Maria. Quem era o possível culpado era o João.

Para avacalhar a situação, a Sra. DuCCa, inseriu informações falsas na Ferramenta de Controle de Versões, indicando que havia sido criada pelo João e deletada por ele. Mas nem todo o crime é perfeito...

Maria e João chegaram a brigar, ficaram tristes um com o outro, se olhavam desconfiados. A fofoca era a podridão.

Para tentar resolver o problema, os dois sentaram e discutiram profundamente fora do expediente. Resolveram investigar o histórico do X744.dll por completo na ferramenta de COntrole de Versão. Estava lá: que inseriu as informações foi o usuário Admin-Master. E a única pessoa que possuia este acesso era a Sra. DuCCa. Foi aí que perceberam o obvio: ela queria separar os dois. Resolveram criar a DLL e a colocaram de maneira que nada fizesse debaixo de um outro software. Pronto: lá estava com vida própria a DLL que nunca existira.

Não precisamos imaginar a reação da Sra. DuCCa. Foi explosiva. Ela passou a perseguir os dois passando-lhe tarefas cada vez mais hercúleas. Eles finjiam não se falar mais por precaução.

Depois de quase 3 anos, a Sra. DuCCa foi para outra área. João foi para outra e Maria também. Mas uma lição ficou nas mentes de todos: quando um ambiente é realmente organizado, e gerenciado, a verdade sempre estará guardada em lugar. O problema é vê-la. Quando você conseguir vê-la, você estará vendo um fruto da Qualidade de Software.

Autor: Leonardo Molinari

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

CONTOS TECNOLÓGICOS DE QUALIDADE - 05



Contos Tecnologicos: Um Teste Além da Imaginação


Texto:

Numa zona nebulosa, num local não muito distante daqui
veremos uma falha de caráter transformar um homem

Ele era um trabalhador normal como qualquer
outro, ou melhor, um testador como qualquer
outro. Mas alguma coisa estava para acontecer
naquele dia... uma coisa além de suas forças,
uma coisa além da imaginação...

Depois de um dia monótono sem quase nada para testar,
o testador, mas conhecido como Zezinho, resolveu levantar
de sua cadeira e ir tomar um café... perdeu quase duas
horas tomando várias xicaras e comendo vários biscoitos...
Preguiça ele tinha sempre para tudo. Não se preocupava
com nada...

Quando voltou estava em sua mesa um envelope com data
e hora de entrega: era de seu gerente
que havia entregado
uma especificação e necessidade de um teste pontual,
mas que ele
precisaria de pelo menos umas 4 horas para fazê-lo.
O problema estava aí: a hora de entrega era
daqui a 30 minutos
e ele já havia perdido duas horas e meia...

Não dava para voltar ao passado e ganhar
estas horas perdidas de volta.
Se ele não realizar a tarefa pedida era demissão certa.

O que fazer????

Sentou na cadeira. Leu o documento em detalhes.
Já havia gasto quase 20 minutos.

Faltavam 10 ainda...
tic-tac o relógio de sua mesa fazia, tal qual um som
de chicote a torturar... tic-tac tic-tac...

Resolveu navegar pela aplicação tentando
simular a situação de testes desejada. Pouco fez
e nada encontrou. Olhou a data dos arquivos-fonte
e nenhum dos que envolviam a tela haviam sido alterados.
Nem o Banco de Dados havia sido alterado esses dias.
Navegou pelo Help. Leu algumas linhas. Ele conhecia
muito bem a aplicação testada. Nada...

Resolveu fechar os olhos e pensar... tic-tac tic-tac...

Se concentrou e pronto!!! Ele optou por validar
a aplicação no feeling. Afinal, esta técnica de teste
existe e não é muito recomendada, exceto em casos
extremos e para quem conheçe muito, muito mesmo a aplicação.

Estava validada.

Escreveu o e-mail de confirmação. Pronto!
Parecia que havia tirado um mundo de suas costas...

Para sua sorte a aplicação entrou em produção sem erros.
Mas isto ele não sabia...

Passaram-se meses, mas toda vez que falavam da tal aplicação
ele tremia de medo... sua concieência sempre pesada lhe cobrava
uma postura diferente. Deste então passou a ficar em alerta, seja por
profissionalismo ou por culpa, muita culpa...

Isto aconteceu numa local perto de você...
ou Além da Imaginação.

Autor: Leonardo Molinari

domingo, 29 de julho de 2007

CONTOS TECNOLÓGICOS DE QUALIDADE - 04


TÍTULO: O PAPO DAS DLL´s CAIPIRAS


Duas dll´s caipiras (de respeito), mas amigas de longa data, resolveram sentar juntos pra conversar e matar saudades:

-DLL-A: Fala cumpadi, como vão as cosas ai na compilação do icripsi pra C-asxi?
-DLL-B: Nada bom cumpadi... os tal de analista de GCS desse sofiti novo de Gerencia de Configuração, não fizeram nada certo mano... Os cara só lê manual e quando digita algo só fais bistera... e olha que cumpadi programador que nos criou feis tudo certo... Num entendo??????
-DLL-A: Mas é simpri cumpadi... os cara tao fazendo dinheiro com essa tal sofiti de GCS. Quanto mais eles trabaia, mais ganha, e veja que já gainhó muito com a venda do sofiti... Mas comigo tá pior ainda...
-DLL-B: mas o que cumpadi? me conta...
-DLL-A: veja que o meu tal de girenti, meio metido a besta que tinha essa de mistrado, mibiai, e pos-sei-l-o-que disse que sabia imprantar o novo modelo de GCS e ao final disse isso e aquilo, e no final tá mais bagunçado ainda: saiu a GCS tradicional e entrou a GCS baseada em tarefas, gente.... mas que coisa doida. Aqui o uso de sofiti de GCS é coisa nova e em pouco tempo ele não radicalizou e mudou tudo... mas tá todo mundo doido...
-DLL-B: mas é facil de vê cumpadi: o teu girenti queria era aparecê... e o meus analista queria ganhã dinheiro facil mano...
-AMBOS JUNTOS: Eta vida besta meu Deus!...

Conclusões Obvias: Consultoria em GCS (gerência de configuração de software) é coisa séria que deve ser aplicada com experiência, ao implantar um modelo novo de GCS, digo, uma nova filosofia deve ser levado em conta a maturidade das organizações. Implantar, por exemplo, GCS baseada em tarefas numa organização com baixa maturidade é suicídio na certo, salvo quando bem acompanhada de consultoria.

Escrito por: Leonardo Molinari

domingo, 15 de julho de 2007

CONTOS TECNOLÓGICOS DE QUALIDADE - 03

TÍTULO: Um Pequeno Conto de Qualidade


Havia um grupo de amigos que trabalhavam numa empresa de desenvolvimento de software juntos a muitos anos.

Muitas vezes eles saiam juntos, em geral para um barzinho de toda sexta feira. O grupo era em sua maioria o mesmo, com ora um ora outro faltando. Ora um com a namorada, ora outro com a esposa. Falavam de besteiras, futilidades, futebol, a fofoca da semana. Era sempre assim.

Naquele dia foi diferente, pois havia um novo funcionário. E todos queriam conhecê-lo. Mas o fato é que neste dia nenhuma esposa ou namorada estava presente. Eram somente todos os amigos e pronto. Estavam de certa forma mais a vontade e mais curiosos ao mesmo tempo.

-E aí rapaz, você fica calado? Fala alguma coisa. Perguntaram para o novo do grupo.
-Tô escutando...
-Faz alguma pergunta então?
-Está bom! Mas cada um responde a pergunta e eu respondo por ultimo. OK.
-OK! (todos falaram em conjunto)

(ai veio aquela pausa sepulcral por alguns segundos)

-O que cada um pensa sobre Qualidade? Rapidinho. Vapt e Vupt!

(como ninguém se propos a iniciar, Carlos, o lider natural de todos ali, iniciou)

-Usuário sorrindo!
-Entrega no prazo!
-O chefe gastando menos!
-Código bonito e eficiente!
-Tudo testado!
-Tudo documentado!
-Meu emprego novo e com salário maior!

(todos olharam para o Arnaldo espantados pois isto era uma novidade para todos...)

-Como falei eis a minha definição: felicidade!

(todos ficaram maravilhados com a resposta simples e profunda)

-Eu acho que todas as respostas estão certas, salvando-se uma ou outra... Afirmou Carlos.

Naquele dia todos interrogaram o Arnaldo sobre o tal emprego novo. E comemoram sua "quase certa" ida para o novo "job", pois ele estava em fase de entrevista.

-Barbada! Dizia ele.

Mas a vida é assim pois as coisas sempre mudam. Não se sabe como ou através de quem, mas o "chefe" ficou sabendo do tal "quase emprego novo". E em uma semana Arnaldo foi demitido. Todos ficaram surpresos.

Ao mesmo tempo o novo funcionário, o da resposta simples e profunda, iniciava uma carreira nova e meteórica naquele instante.

Epílogo: O fato é que depois daquela reunião de sexta-feira, nada mais foi igual entre os "amigos". Sabem porque? Eles eram "quase-amigos", ou mehor, eram na verdade apenas colegas que fingiam ser amigos. Somente mais os sinceros e éticos entre si se tornaram realmente amigos. A Qualidade sempre será uma divisora, e transformadora, de águas...

Escrito por: Leonardo Molinari

quarta-feira, 27 de junho de 2007

CONTOS TECNOLÓGICOS DE QUALIDADE - 02

TÍTULO: Lords of the Bugs ou o Senhor das Falhas - A Sociedade do Teste

...Uma homenagem a J.R.R.Tolkien.

Em uma terra-empresa-média não muito distante, a muito tempo atrás havia departamento-planície dominado por grande mal denominado de Sau-Bug-Ron, o Sr. das Falhas. Este Sr. havia implantado em vários sistemas da empresa, por raiva e vingaça e pelo fato de não receber aumento, 7 Bugs adormecidos que eram acionados por um Bug principal que comandava e acionava os outros.

"... Eram Sete Bugs para atormentar,
Sete Bugs para dar prejuizo,
Sete Bugs para se vingar,
Sete Bugs insoluveis e,
Um Bug principal para governar e aos outros acionar."

Porém o que não ele contava era com o Testador-Cavaleiro que descobriu um Bug horrivel estava no programa novo que havia sido compilado. O problema é que não se sabia qual das ultimas alterações não-documentadas tinha introduzido o Bug.

O fato é que o Testador-Cavaleiro, pagou um preço terrivel para descobrir o Bug: testou tanto que teve problemas motores e teve de ser hospitalizado. Mas ele descobriu e avisou a quem era de direito sobre o programa .exe que não entrou em produção. Como o Sau-Bug-Ron era o único que mexia nos programa foi demitido. Porém o nome correto do programa-fonte que continha o Bug nunca foi descoberto, e o pilantra não disse qual era o nome.

Se tivessem sido feito uma auditoria poderiam ter descoberto onde estava o Bug, mas devido a gula e a fraqueza do Gerente envolvido o fonte nunca foi descoberto... ficou perdido num mar de fontes antigos e não utilizados ... até que foi achado pelo Desenvolvedor Vovô de nome Bug-Lun que quando achou o código antigo, ou secular, resolveu guarda-lo escondido, mas o Bug do mal nunca entrava em produção...

Bug-Lun sempre que podia olhava meu código-fonte e dizia: "Meu precioso...Meu precioso..."

Muito tempo se passou até que o Bug-Lun perdeu - sim isso mesmo !!! - o seu "precioso" no meio de tantos fontes antigos. Fizeram uma mudança radical na base de Gerência de Configuração e tudo mudou de lugar...

Mas não demorou muito e o Bug foi achado por uma outra "raça" a muito esqueçida na empresa: os "estagiários-loucos-por-TI´s" ou simplesmente "loucottis" comm eram chamados. Os loucottis são uma raça resistente de funcionários pequenos, em termos de escalão, onde se encontram. Um deles achou o fonte do program-Bug perdido, era o Bilbu Brega, como era conhecido. Com o tempo Bilbu também passou a chamar o progama de "meu precioso"...

O tempo passou e vários meses depois o pior estava acontecendo: O gerente atual de desenvolvimento (que anteriormente era analista) recebeu um e-mail do Sau-Bug-Ron avisando que ele tinha deixado um Bug-bomba em um aplicativo principal que acionaria os bugs, e isto pararia a empresa dentro de algum tempo. O fato que se ele conseguisse colocar o bug-mestre em produção este acionaria os outros. Não tinha jeito, teve de convocar o mago-mestre da empresa, que é especialista em programação, para tentar salvá-los, o Sr. GreenDalfo.

Bilbu e GreenDalfo eram amigos e a muito tempo porém o mago desconfiava do progama-Bug .
Mas o Bilbu estava velho e se aposentando como estagiário e resolveu passar o programa para o seu afilhado (explicando tudo que sabia a ele), de nome Frodus Brega. Porém Frodus passou a seguir as orientações de seu novo amigo GreenDalfo.

Para uma questão de desconfiança, resolveram fazer um teste sem muito formalismo e descobriram que um programa-Bug "acordou e começava a acionar os Bugs em Produção"... Agora a situação piorara, pois era como "acionar e acelerar" o relógio de uma bomba-relógio...

Não tinha solução, um equipe emergencial de Analistas de Sistemas, Testadores, Especialistas em Requisitos, Analistas de Produção, e Usuários Amigos foi reunida para tentar descobrir e eliminar os Bugs-filhos e o Bug-principal, que estava no programa agora em execução. Formaram a "Sociedade do Teste", como eles se denominavam. E ainda tinham de impedir que Sau-Bug-Ron invadisse o sistema através de hackers e acionasse de vez todos os Bugs. Era uma guerra imediata, pois até um antigo gerente de empresa, segundo informações secretas, e amigo de GreenDalfo estava do lado Sau-Bug-Ron: era o outro mago da programação denominado Sr. Saulomen.

Porém eles perceberam uma coisa certa: resolver o Bug do programa principal era tarefa (e "fardo") do jovem Frodus Brega...

Eles conseguiram depois se aventurar, e Testar (e se ajudarem como nunca), eliminar s bugs e o exercito de hackers, e ainda impedir que Saulomen invadisse também outros programas. Ao fim destruiram o programa-Bug-Mestre, e consequentemente destruiram a imagem de Sau-Bug-Ron. Os detalhes são um outro conto...

A paz foi restaurada e todos eguiram o seu caminho, mas aprenderam uma dura lição: a somente através da sinergia e de todos acreditarem na potencialidade de cada um é que o "mal" foi extinto...

Importante: Pessoal, devido ao alto custo da história, tive de cortar gastos pois senão o estudio-imaginação iria embarcar este conto... ups...

Escrito por: Leonardo Molinari

terça-feira, 19 de junho de 2007

CONTOS TECNOLÓGICOS DE QUALIDADE - 01

Pessoal, segue abaixo o inicio de uma série de Contos que escrevo que são voltados para aproximar o leitor da Qualidade diária:

TÍTULO: A Guerra-dos-Requisitos, ou A Ameaça Vinda do Cubículo Distante


Ano: 2000-e-la-vai-fumaça, Hora: Naquela hora do cafezinho.

Local: o seu cubículo, ou o seu cantinho de trabalho.


Como tudo começou:


O Usuário-Robot-Maquiavélico entra no meu cubículo, e coloca claramente:

-Temos uma nova necessidade. È um requisito Funcional de Performance, baseado nos Diagramas Seqüência 33 e 57, e no Caso de Uso Buraco Negro.


Não dá nem tempo de acabar de tomar o cafezinho e contra-ataco:

-Tudo bem e tudo mal. Onde está o e-mail formalizando a necessidade? É possível ser mais especifico no que você precisa? O bom é que você está aqui e pode me ajudar.


A bomba estava apenas explodindo. Porém o usuário deu um sorrisinho sarcástico e deu uma piscadela:

-Tenho 3 reuniões hoje e preciso disto resolvido e implementado para 22 horas de hoje. Trouxe aqui o ArTudoLindo como testemunha, e qualquer dúvida fale com ele, mas tem de ser logo.


Não tinha nem visto o “capacho” que estava encostado de lado na estrada no cubículo:

-Quem não tem cão caça com gato. Um bom dia pra você!


O problema é que o “capacho” sentou-se e resolveu contar a sua vida... para ai sim esclarecer uma ou outra dúvida, mas sempre muito evasivo. Em pouco mais de uma hora ele se foi de volta para o seu cubículo e deixou a bomba em meu colo.


O fato é que precisava entender tecnicamente o requisito. Aí a Guerra se iniciou. Não tinha jeito, precisava falar com o “outro”... Os requisitos contradiziam o que já estava escrito e teriam impacto gravíssimo. Chamei o Usuário-Robot e tive que confrontá-lo com o “outro”.... Papo de cafezinho virou paulada de panela... Dentro em pouco já havia mais 10 pessoas na discussão e o pânico tomou conta:

-Se este requisito passar será o caos.... não!!!!...

-Meu Deus!!! Todos seriam impactados por estas mudanças...


Chegava a ter torcida. Uns contra e outros a favor. No final deu empate. Ao fim os dois colocavam:

-Eu implemento X e Y e mudo apenas o meu processo.

-E Eu apenas mudo meu processo.


Saí de fininho e a “bomba” já estava com outro.

Moral da História (sem isto não haveria graça!): Requisito precisa vir por escrito e documentado. De boca não dá certo. Em uma briga de conceitos, deixe os donos dos conceitos se entenderem. E acima de tudo requisito não é bomba, requisito é necessidade.


Escrito por: Leonardo Molinari