
Artigo: URGENTE - Dimensões de Testes X CertificaçõesAutor: Leonardo MolinariTexto:1- Qual a real a motivação de escrever este artigo?Pessoal,
muitos autores não fazem isto, mas por ser por demais polêminco este artigo, resolvi tratar
de justificar-me antes para todos poderem entender a essência da realidade.
Todos temos qualidades e defeitos, enquanto ser humano. Para cada um realizar seus sonhos o
verdadeiro céu é o limite. Tudo depende de esforço, foco e saber criar e aproveitar as
oportunidades. Papo de motivação? Sim e não, pois muitas coisas que são verdadeiras são
frutos de alguns atributos da persolnalidade humana: coragem, simplicidade e fé. Existem
outros atributos e destaco esses três acima.
No meu caso quando falo de coragem é porque ao longo dos anos fui cercado de observações e
troca de idéias devido a minha ousadia em escrever artigos, livros e dar palestras de uma
forma aberta, afinal a melhor informação na minha visão não é aquela escondida mas aquela
melhor repartida e divida. Existem autores que finjem que escrevem, para deixar o
conhecimento para um curso. Todos querem seu lugar ao sol, mas a ética para alguns fica em
segundo plano. Não é meu caso.
Quando falo de fé, é em acreditar que não podemos desistir, devemos acreditar que com
esforço podemos ir mais além. Tanto a derrota como a vitória começa dentro de nós.
Quando falo de simplicidade, digo que ninguém é melhor que ninguém e que, na minha visão, cada um de nós tem um papel para contribuir fazendo parte de uma engrenagem maior. Podemos criar conhecimento através de duas visões tomando como base um elemento qualquer: ou esse conhecimento pode ser simples de modo a captar verdadeira essência do que quer representar, ou podemos criar algo complexo colocando conhecimentos diversos para gerar algo que mesmo sendo elementar é complexo e dífícil de se entender. Tenho observado que quando a essência é simples podemos construir novos conhecimentos mais complexos a partir destes, tal qual uma criança brinca com brinquedos/tijolos de encaixe, tipo "lego", de tal forma pode montar novos "brinquedos" a partir das pequenas peças.
Em julho deste ano vi um filme lindo para crianças mas que possui muita complexidade adulta:
Ratatouille, uma animação da Pixar/Disney. Não vou entrar em detalhes do filme, mas o fato é
que a história gira em torno de um ratinho que tem habilidades para cozinhar e que desejava
ser chef de cozinha.
O fato é que coragem, simplicidade e fé foram os atributos destacados pelo pequeno heroi no
filme acima. È importante fazer lembrar, que alguns gerentes e executivos usam o processo de
cozinhar em suas casa como um lazer, usando isto como um processo de revisão e aprendizado. Cozinhar é para cada prato um "mini-projeto". Seleção e levantamento dos ingredientes. Fazem parte de cozinhar: organização, gerenciamento do desenvolvimento e entrega, é claro, do prato, colocando-o em produção, ou melhor, na mesa para devida degustação. O fato é que isto faz lembrar algo mais importante: simplicidade. Quando lidamos com coisas básicas tendemos a olhar as coisas e rever as coisas na ótica da simplicidade. Muitas coisas maravilhosas são simples.
A essência do meu "META-MODELO DAS DIMENSÕES DE TESTES", ou modelo de dimensões de testes (ou apenas DIMENSÕES DE TESTES) é a SIMPLICIDADE. É um modelo que permite criar modelos e entender os tipos de testes, técnicas (e que se confundem com tipos de testes), testes de uma maneira mais simples. Mais a frente você o entenderá de uma maneira simples.
Aqui a minha coragem de escrever este artigo é porque o mesmo modelo está em todos os meus 3 primeiros livros (TESTES DE SOFTWARE, BTO, GERENCIA DE PROJETOS) da Ed. Érica. O meu livro de Testes é usado como livro base em certificação aqui no BRASIL. Ao mesmo tempo meu modelo é muito similar a um outro modelo exposto em outro livro que coincidentemente usa apenas "uma dimensão a menos" (ou sem uma das dimensões de meu modelo original), e no caso nenhuma fonte de fato é citada na página de exposição. Pode ser coincidência, pode ser algo novo, mas meu livro veio antes e é citado nas referências ao fim do livro usado livro principal da certificação. Tudo bem, o leitor ganha ao ver diversos pontos de vistas e maneiras de pensar, mas como se trata de uma certificação, pode haver dualidade. Então eu proponho algo simples que já deve estar sendo posto na prática: usem o modelo do outro livro que tem maior peso para quem quer tentar se certificar, porém usem o meu modelo se quiserem criar e montar modelos e usar testes na prática. Não há problema nenhum e é saudável.
Um outro ponto importante, é que para QUALQUER um que deseje contra-argumentar o meu artigo aqui, peço que o faça aqui de modo a não sobrecarregar outros foruns. Eu mesmo não
responderei questões e duvidas deste artigo se as mesmas não forem colocadas aqui no meu blog. Objetivo: Transparencia.
Caro Leitor, sem as considerações acima, principalmento no que se refere a "simplicidade"
você não entenderia a essência "simples" do META-MODELO DAS DIMENSÕES DE TESTES.
2- Para que serve o META-MODELO???O META-MODELO DAS DIMENSÕES DE TESTES é aberto. Você ou qualquer um pode usá-lo para criar novos modelos e metodologias de testes.
Ele é um modelo que serve para avaliar e criar (principalmente) novos modelos. Você pode até "pegar" uma metodologia ou um modelo atual e "jogá-lo" no META-MODELO e verá que todos os modelos existentes podem ser derivados destes. Estaria fazendo neste caso uma engenharia reversa.
3- Antes: Qual o maior problema em todas as literaturas de testes?O maior problema é definição dos tipos de testes, técnicas. Todos os autores "literalmente"
batem cabeça quando se trata de definir algo pois um muitos casos diversos autores criam e recriam conceitos confundindo mais ainda a cabeça das pessoas. Estou errado? No Brasil por mais que tenhamos a ABNT, e ela possui em seus autos definições de diversos tipos de testes, não é levada a sério em alguns casos. Diferênças básicas como "o que é um defeito e o que é um bug (ou falha)?" não são explicadas corretamente. Em meu livro de Testes coloco com glossário o que a ABNT define em termos "oficiais" explicando em detalhes. Tento ensinar.
4- Como O META-MODELO resolve o maior problema das literaturas de testes?Simples: tudo são testes. Tudo são tipos de testes que possuem cada uma categoria. Isto mostra
que podemos realizar mais de um tipo de teste ao mesmo tempo. SIMPLICIDADE É SUA ESSÊNCIA.
REPITO: TUDO SÃO TIPOS TESTES... E é verdade. Por exemplo, podemos fazer um teste funcional com um unitário ao mesmo tempo. Podemos fazer um caixa-branca com funcional ao mesmo tempo.
Calma... Não se questione tanto. ABRA SUA MENTE. A simplicidade é a essência aqui. Percebi
os tipos de testes que tem algo em comum e agrupei-os de forma natural.
Mas e a técnica? Você está louco?? Não Caro Leitor. Memso quando estivermos tratando de
"técnicas de testes" mais complexas elas são também testes.
5- Quais as dimensões ou grupos do META-MODELO???No meu livro de Testes de Software na pagina 58, topico "Dimensões de Testes", agrupo os
tipos de teses em 4 dimensões:
a) META: tipos de testes que lidam com objetivos. Teste Funcional, Performance, Carga,
Aceitação de USuário, etc;
b) MOMENTO: é tipo de teste que está ligado ao momento de teste (em termos do clico de vida
do objeto a ser testado), ou profundidade. Testes unitário, integração, sistemicos,
pós-produção, etc.
c) TÉCNICA: tipo de teste ligado mais ao "como se testa" do que ao "precisamos testar". Teste de Caixa-Branca, Caixa-Preta, Caixa-Cinza, etc.
D) AMBIENTE: tipo de teste que está mais ligado ao ambiente físico, ou imaginário, de teste.
Teste WEB, Teste MainFrame, etc.
6- Como vou usar o meta-modelo???Se você tem dúvidas quanto aos tipos de teste, aqui você vê que claramente que podemos distinguir um tipo de teste de outro tipo.
Um exemplo clássico de confusão é entre Teste Funcional e Teste de Caixa-Preta. No primeiro
você tem objetivo de testar as funcionalidades do sistema ou do objeto-alvo de teste, no
segundo você trata o objeto de teste como uma caixa-preta, testando suas combinações de
saidas e entradas. O problema é que muitos não querem explicar.
Se você quer criar um modelo de testes, pense da seguinte forma: O ideal seria você testar
todos tipos de testes e em todas as dimensões. Mas na prática usamos duas dimensões no
máximo ou usamos poucos tipos de testes por dimensão. Se colocar num gráfico simples, você
verá sub-conjunto maiores.
Ele pode ser usado para medir o nível qualidade.
7- E os processos e atividade que compõe uma metodologia???E o processo ??? E as atividades??? Não são aqui. Quando você os define os tipos de testes
e sua amplitude, temos um "meta-modelo". Quando começarmos colocar os papeis, atividades,
etc, veremos que isto são "instaâncias" ou particularidades de cada ambiente. Aí é a
implementação de um processo típico qualquer: Papeis, atividades, dependências, etc. Neste ponto vemos nascer um modelo ou uma metdologia
8- Existe prova concreta de uso do META-MODELO?Sim. Desde 2002 tenho usado ele em diversas empresas, treinamentos, palestras e
principalmente em consultorias especiais. Cito o caso de um Banco na Venezuela que usei o
META-MODELO para reorganizar o processo de testes. Montei em minutos o modelo, e com isto pude derivar um novo modelo corrigido. Detectou-se problemas com o modelo real anteriormente usado que foi corrigido em pouco tempo com o novo modelo derivado do META-MODELO.
9- Posso criar coisas novos com o META-MODELO???Sim!!! Você pode e deve fazê-lo. Eu por exemplo percebi a existencia de outros dois tipos de
testes que pertenciam a mais de uma dimensão. E nao era uma terceira dimensão. Era OUTROS
TESTES. Ambos foram expostos no Congresso da ALATS no Rio de Janeiro. Já falei destes outros artigos e breve estarei trazendo-os novamente.
ISTO MESMO: criei, ou melhor, percebi novos tipos de testes!!!!
10- Qual o meu grande desafio para com o META-MODELO???O meu grande desafio é provar que eu não posso derivar um modelo ou metodologia deste. O grande desafio é encontrar uma "bug" no modelo que o derrube, ou o que reorganize. Pois até agora, todos os modelos conhecidos podem ser derivados do META-MODELO DAS DIMENSÕES DE TESTE. Sabe porque? A simplicidade permite que ele possa ser genérico de fato.
Caro Leitor, você aceita o desafio?... Um exemplo "clássico de derivação" aqui seria que o
famoso modelo "V" é um mero Sub-Conjunto do META-MODELO. Caracterizando que podemos derivar um modelo "V" do Meta-Modelo... Veja imagem acima.
Lembre-se: o META-MODELO É UM MODELO PARA CONSTRUIR MODELOS.Em outro artigo aqui no BLOG estarei entrando em detalhe passo-a-passo de como criar modelos usando o META-MODELOS.
Veja no inicio deste artigo a imagem e tenha noção macro de como criar modelos.
11 - Fontes
- MOLINARI, Leonardo. Gerência de Configuração - Técnicas e Práticas no Desenvolvimento do Software, Editora Visual Books, 2007, Florianópolis, 85-7502-210-5.
- ___________. Gerência de Projetos - Técnicas e Práticas com Ênfase em Web, Editora Érica, 2004, São Paulo, 85-7194-0050.
- ___________. Testes de Software - Produzindo Sistemas Melhores e Mais Confiáveis, Editora Érica, 2006, 3a Edição, São Paulo, 85-7194-959X.